sexta-feira, 06/11/2026

Surto de Ebola no Congo ultrapassa 10 mil casos e se torna o segundo mais mortal registrado até agora

As autoridades de saúde da República Democrática do Congo (RDC) revelaram uma cifra alarmante: o número de casos confirmados de Ebola ultrapassou a marca de 10.000, conforme divulgado nesta terça-feira (27). Esse dado se…

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As autoridades de saúde da República Democrática do Congo (RDC) revelaram uma cifra alarmante: o número de casos confirmados de Ebola ultrapassou a marca de 10.000, conforme divulgado nesta terça-feira (27). Esse dado se torna ainda mais preocupante diante das crescentes especulações sobre a possibilidade de a epidemia se espalhar por outros países africanos.

O último relatório do instituto de saúde pública congolês apontou que o total de infecções chegou a 10.060, com um triste saldo de 4.887 vidas perdidas devido ao vírus. Este surto, que teve início em maio, foi causado pela rara cepa Bundibugyo e já se tornou o mais grave da história do país, superando a epidemia entre 2018 e 2020.

Atualmente, essa crise sanitária é classificada como a segunda maior e mais letal já registrada, perdendo apenas para o surto devastador que afetou a África Ocidental entre 2014 e 2016. Naquela época, mais de 28.600 pessoas foram infectadas, resultando em mais de 11.000 mortes, principalmente em países como Guiné, Libéria e Serra Leoa.

Recentemente, o Quênia anunciou seu primeiro caso de Ebola, totalizando nove infecções, após a morte de um homem que havia viajado do Congo, passando por Uganda, e que faleceu em Nairóbi. A Nigéria, por sua vez, se tornou o quarto país africano a relatar um caso, envolvendo a esposa de um diplomata suíço que, sem ter visitado o Congo, contraiu a doença possivelmente em Uganda. Ambos foram evacuados para hospitais na Suíça na última segunda-feira (26).

Embora Uganda tenha registrado 20 casos no início da epidemia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o país livre do Ebola em agosto. Contudo, o governo ugandense implementou medidas de precaução, incluindo a quarentena de 21 dias para cidadãos que retornem de viagens ao Congo.