sexta-feira, 06/11/2026

Estimativa aponta 12,5 mil novos casos anuais de linfoma não Hodgkin no Brasil, conforme diagnóstico de Netinho

O Brasil se prepara para um aumento alarmante no número de casos de linfoma não Hodgkin, com estimativas apontando para 12.560 novos diagnósticos anuais entre 2026 e 2028, de acordo com o Instituto Nacional…

Compartilhe:

O Brasil se prepara para um aumento alarmante no número de casos de linfoma não Hodgkin, com estimativas apontando para 12.560 novos diagnósticos anuais entre 2026 e 2028, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Essa doença, que recentemente afetou o cantor Netinho, de 59 anos, é a 11ª mais comum no país, excluindo os tumores de pele não melanoma, e evidencia a crescente preocupação com os cânceres que afetam o sistema linfático, essencial para a defesa do organismo.

As projeções do Inca revelam que, anualmente, 6.580 homens e 5.980 mulheres receberão o diagnóstico, resultando em uma taxa estimada de 5,87 novos casos a cada 100 mil habitantes. Notavelmente, a incidência é maior entre os homens e aumenta com a idade, apresentando variações significativas entre as regiões do Brasil, com o Sul e o Sudeste registrando as taxas mais elevadas.

O linfoma não Hodgkin não é uma única doença, mas um conjunto que inclui mais de 50 tipos distintos de câncer, cada um com características e comportamentos próprios. Enquanto alguns tipos se desenvolvem lentamente, outros podem ser bastante agressivos. Esse aspecto torna fundamental um diagnóstico precoce e um tratamento adequado, que pode variar amplamente dependendo do subtipo identificado.

Em uma escala global, o linfoma não Hodgkin também é uma preocupação crescente, com cerca de 553 mil novos casos registrados em 2022, o que representa 2,8% de todos os diagnósticos de câncer. As maiores incidências foram vistas em regiões como América do Norte, Austrália, Nova Zelândia e Europa, colocando o Brasil em uma posição preocupante no cenário internacional.

Além do aumento de casos, os dados de mortalidade são igualmente alarmantes. Em 2023, o Brasil registrou 4.860 mortes relacionadas ao linfoma não Hodgkin, sendo 2.670 homens e 2.190 mulheres. As taxas de mortalidade foram de 2,59 por 100 mil homens e 2,02 por 100 mil mulheres, indicando a gravidade da situação e a necessidade de ações efetivas de prevenção e tratamento.

As disparidades regionais também são significativas. No Sul, o linfoma não Hodgkin é a 10ª forma de câncer mais comum entre homens e a 8ª entre mulheres, enquanto no Centro-Oeste ocupa a 10ª posição entre os homens. O Sudeste, por sua vez, apresenta algumas das maiores taxas de incidência do país, destacando a desigualdade na distribuição da doença.

Embora possa afetar pessoas de todas as idades, a incidência do linfoma não Hodgkin aumenta com o envelhecimento. Segundo o Inca, a doença se manifesta mais frequentemente entre a população masculina, com uma previsão expressiva de novos casos nos próximos anos.

O tratamento do linfoma não Hodgkin varia conforme o subtipo e as características da doença, incluindo opções como quimioterapia, imunoterapia e transplante de medula óssea. As taxas de cura podem chegar a 70%, mas dependem de múltiplos fatores, como a condição clínica do paciente e a resposta ao tratamento inicial.

A diferença entre linfoma de Hodgkin e não Hodgkin é crucial para o diagnóstico e tratamento. O primeiro é caracterizado pela presença das células de Reed-Sternberg, enquanto o segundo é um grupo mais heterogêneo que pode se desenvolver de maneiras variadas, afetando diferentes partes do corpo de forma distinta.

Netinho, que lutou contra o linfoma não Hodgkin desde 2025, ilustra a batalha pessoal que muitos enfrentam. Sua jornada, marcada por altos e baixos, traz à tona a necessidade de conscientização sobre a doença, suas implicações e a importância do apoio à pesquisa e ao tratamento eficaz.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — stevepb (pixabay)