sexta-feira, 06/11/2026

Aumento de casos de vírus do Nilo Ocidental na Europa resulta em 141 óbitos em 2026

A Europa enfrenta uma crise de saúde pública em decorrência da febre do Nilo Ocidental, com um aumento alarmante no número de infecções. De acordo com dados recentes da Autoridade Europeia para a Segurança…

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A Europa enfrenta uma crise de saúde pública em decorrência da febre do Nilo Ocidental, com um aumento alarmante no número de infecções. De acordo com dados recentes da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) e do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC), até o início de outubro, 18 países registraram 1.855 casos da doença, resultando em 141 mortes desde o começo de 2026.

O quadro é preocupante, com Giusi Amore, da unidade de Riscos Biológicos e Saúde e Bem-estar Animal da EFSA, destacando que este ano os índices de infecção atingiram patamares inéditos, tanto em humanos quanto em surtos entre animais. O aumento de 769 casos em comparação ao mês anterior evidencia a gravidade da situação e o efeito devastador do vírus na saúde pública europeia.

A Itália lidera a lista de países afetados, com 748 casos confirmados, seguida pela Grécia e França, que também reportaram números recordes de infecções humanas, com 445 e 144 casos, respectivamente. Além disso, a situação se agrava com a notificação de 511 surtos em animais da família dos equídeos e 595 entre aves, o que indica uma propagação mais ampla do vírus.

A temporada de transmissão do vírus, que é veiculado por mosquitos, está se aproximando do fim, mas a possibilidade de contágio em níveis mais baixos ainda poderá persistir nas próximas semanas. Este cenário reforça a necessidade de vigilância contínua e medidas preventivas para conter a disseminação da febre do Nilo Ocidental, uma doença que, embora muitas vezes assintomática, pode ter consequências graves para a saúde humana e animal.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — dkatana (pixabay)