sexta-feira, 06/11/2026

Padilha negocia parceria com docentes da Unicamp para desenvolver programa do SUS focado na menopausa

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (CAISM) da Unicamp na busca por melhorias no Sistema Único de Saúde (SUS). Durante sua visita…

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (CAISM) da Unicamp na busca por melhorias no Sistema Único de Saúde (SUS). Durante sua visita ao centro e ao Hospital de Clínicas (HC) em Campinas, na última terça-feira (27), ele anunciou planos para um programa que visa facilitar o acesso a medicamentos e tratamentos para mulheres na transição e na menopausa.

Padilha ressaltou que a escolha do CAISM se deu em razão de sua experiência bem-sucedida em iniciativas anteriores, como cuidados materno-infantis e novas técnicas para exames de Papanicolau e detecção do HPV. “Queremos envolver os professores do CAISM na discussão sobre como podemos oferecer melhores cuidados às mulheres durante este período”, afirmou o ministro.

Durante a visita, o ministro também teve a oportunidade de conhecer um equipamento de densitometria óssea, fundamental para o acompanhamento da saúde óssea de mulheres no climatério e na menopausa. O objetivo é expandir a utilização dessa tecnologia no SUS, garantindo que mais mulheres possam se beneficiar do acompanhamento adequado.

Outro tema abordado por Padilha foi a manipulação de radiofármacos, essenciais no tratamento de câncer. Ele propôs a ampliação desse recurso para outras regiões do Brasil, visto que atualmente há uma carência desse tipo de serviço, especialmente em áreas mais remotas. “A radiofarmácia da Unicamp é um modelo que pode ser replicado e facilitar o acesso a esses medicamentos em diversos hospitais”, disse.

Na visita ao HC, Padilha também se familiarizou com o SPECT/CT, um equipamento de alta tecnologia que utiliza inteligência artificial para realizar diagnósticos de câncer com maior precisão. Avaliado em R$ 8,6 milhões, o aparelho é uma inovação importante, sendo o primeiro de seu tipo em um hospital público na América Latina, e promete acelerar o diagnóstico e o tratamento de doenças.

Com essas iniciativas, o ministro mostra que a gestão atual está comprometida em transformar o SUS, buscando integrar novas tecnologias e práticas que possam realmente fazer a diferença na vida das mulheres e na luta contra o câncer no Brasil.