sexta-feira, 06/11/2026

Vacina de mRNA mostra eficácia promissora ao diminuir em 42% o risco de morte ou recidiva do melanoma

A Moderna e a MSD trouxeram à luz resultados promissores em suas pesquisas sobre uma vacina personalizada contra o câncer. O estudo de fase 3, divulgado na última quinta-feira (22), revelou que a intismeran…

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A Moderna e a MSD trouxeram à luz resultados promissores em suas pesquisas sobre uma vacina personalizada contra o câncer. O estudo de fase 3, divulgado na última quinta-feira (22), revelou que a intismeran autogene, desenvolvida especificamente para tratar o melanoma — o tipo mais letal de câncer de pele —, reduziu em 42% o risco de morte ou recidiva da doença.

O melanoma, que se origina nos melanócitos, as células que produzem melanina, é reconhecido por sua alta agressividade e capacidade de metástase. Embora menos frequente que outros cânceres de pele, seu potencial de espalhar-se para outras partes do corpo o torna uma preocupação significativa na oncologia.

Os dados agora apresentados mostram que, após dois anos de tratamento, 82,2% dos pacientes que receberam a vacina em combinação com o imunoterápico Keytruda estavam livres da doença, em comparação com 70% entre aqueles que utilizaram apenas o tratamento padrão. Além disso, a combinação das terapias também levou a uma redução de 38% no risco de metástase.

Essa vacina se destaca por seu modo de ação inovador. Diferente das vacinas tradicionais que visam prevenir doenças, a intismeran autogene é elaborada a partir das mutações genéticas específicas do tumor de cada paciente. O processo envolve a sequenciação do material genético do câncer, permitindo a criação de uma molécula de mRNA que instrui as células a reconhecer e atacar as células tumorais. O Keytruda, por sua vez, atua liberando o sistema imunológico para combater o câncer, bloqueando uma proteína que inibe a resposta imune.

A expectativa agora é que as empresas solicitem a aprovação da vacina nos Estados Unidos, com previsão de lançamento no mercado em 2027, segundo Stéphane Bancel, CEO da Moderna. A busca por aprovação na Anvisa para o Brasil ainda está indefinida, conforme o g1 aguarda um retorno da empresa.

Os resultados completos do estudo serão apresentados no próximo dia 24, durante o congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO) em Madri, um evento que promete atrair a atenção da comunidade médica e de pacientes em busca de novas esperanças no combate ao câncer.