sexta-feira, 06/11/2026

Estudos apontam relação entre insônia e aumento do risco de demência, AVC e doenças cardíacas, segundo especialistas.

Quando a insônia se torna uma companheira constante, suas consequências vão muito além do cansaço. De acordo com especialistas, a dificuldade para dormir afeta quase um terço dos adultos nas capitais brasileiras, trazendo consigo…

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Quando a insônia se torna uma companheira constante, suas consequências vão muito além do cansaço. De acordo com especialistas, a dificuldade para dormir afeta quase um terço dos adultos nas capitais brasileiras, trazendo consigo uma série de riscos à saúde que incluem demência, AVC e doenças cardíacas. A questão é alarmante e demanda atenção, já que as noites em claro não são apenas um incômodo passageiro, mas sim um sinal de que algo mais sério pode estar em jogo.

Pesquisas recentes revelam que o sono é essencial para a saúde do cérebro. Durante o sono profundo, um processo natural de limpeza acontece, onde o líquor atua para remover resíduos acumulados, incluindo proteínas associadas ao Alzheimer. O neurologista Diego Carvalho explica que noites consecutivas de sono ruim prejudicam essa “faxina” cerebral, levando ao acúmulo de substâncias nocivas que podem resultar em sérios problemas neurológicos ao longo do tempo.

A relação entre insônia e demência é alarmante, especialmente para os idosos. Um estudo da Clínica Mayo aponta que a insônia crônica em pessoas acima de 60 anos pode aumentar em até 40% o risco de desenvolver demência em um intervalo de cinco anos. Carvalho alerta que a insônia é um problema crônico, que requer atenção e tratamento adequado, visto que seus efeitos não são imediatos, mas se acumulam silenciosamente.

Além das consequências cognitivas, a insônia também afeta o sistema cardiovascular, elevando o risco de AVC e problemas cardíacos. Patrick, um reabilitador físico de 35 anos, compartilha como a falta de sono impactou sua capacidade de atenção no trabalho, levando a situações perigosas. A artista plástica Vitória, de 30 anos, expressa uma sensação de fraqueza e falta de energia, reforçando como a privação de sono se reflete diretamente na qualidade de vida.

Os especialistas recomendam que a insônia deve ser investigada quando ocorre três vezes por semana durante três meses, acompanhada de fadiga ou dificuldades nas atividades diárias. O psiquiatra Alexandre Azevedo enfatiza que o tratamento deve ser abordado de maneira holística, priorizando medidas comportamentais antes da medicação. Estratégias simples, como reduzir o uso de telas à noite e estabelecer horários regulares para dormir, podem fazer uma grande diferença.

Portanto, é crucial que a insônia não seja tratada como um mero desconforto, mas sim como um alerta para problemas de saúde mais profundos. O cuidado com o sono é um passo vital para preservar a saúde do cérebro, do coração e, sobretudo, para garantir uma vida mais plena e saudável.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — mamazmazur (pixabay)