sexta-feira, 06/11/2026

A fadiga matinal frequente: reconhecendo os sinais da insônia como condição de saúde

A insônia, que afeta milhões de brasileiros, vai além de uma simples dificuldade ocasional para dormir. Para muitos, essa condição se transforma em um grave problema de saúde, refletindo-se em cansaço constante e impactos…

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A insônia, que afeta milhões de brasileiros, vai além de uma simples dificuldade ocasional para dormir. Para muitos, essa condição se transforma em um grave problema de saúde, refletindo-se em cansaço constante e impactos diretos na qualidade de vida. A preocupação com a privação de sono não deve ser subestimada, especialmente quando se torna um padrão recorrente na rotina. Especialistas, como o psiquiatra Alexandre Azevedo, alertam que a insônia pode ser classificada como uma doença que requer atenção médica.

Vitória, uma artista plástica de 30 anos, compartilha sua luta contra a insônia desde a infância. Os constantes despertares e o sono leve têm afetado sua disposição e humor. “Eu me sinto como se tivesse drenado minha energia”, desabafa. Sua dificuldade em voltar a dormir após acordar no meio da noite é um desafio que se torna ainda mais exaustivo. Patrick, de 35 anos, também vive essa realidade, passando horas em claro, ansioso para não perder a hora de acordar. “Foi tão cansativo que uma vez fechei os olhos durante um atendimento”, revela.

A prevalência da insônia entre adultos nas capitais é alarmante, com quase um terço da população apresentando sintomas. Azevedo explica que a insônia se caracteriza por dificuldades em iniciar o sono ou por interrupções frequentes, resultando em fadiga e outros sintomas diurnos. A consulta a um profissional é fundamental para investigar as causas e determinar um tratamento eficaz.

Entre os fatores que contribuem para esse aumento na insônia estão os hábitos modernos, como a intensa exposição a luzes artificiais e telas de dispositivos eletrônicos. Esses elementos prejudicam o relógio biológico do corpo, mantendo o cérebro em estado de alerta quando deveria relaxar. A ansiedade também desempenha um papel crucial, como observado em Patrick, que já se sentia ansioso antes mesmo de ir para a cama.

Embora muitos optem por medicamentos para lidar com a insônia, os especialistas recomendam que o tratamento inicie com mudanças comportamentais. “A medicação é um último recurso”, enfatiza Azevedo. Entre as sugestões estão a manutenção de horários regulares, a exposição à luz natural durante o dia, e a restrição do uso de telas à noite. Para os casos mais persistentes, a terapia cognitivo-comportamental é uma abordagem eficaz, abordando os pensamentos e comportamentos que prejudicam o sono.

As consequências da insônia vão além do cansaço; o sono é essencial para a saúde cerebral, promovendo a eliminação de substâncias nocivas acumuladas durante o dia. A falta de sono profundo está ligada a um aumento no risco de problemas neurológicos e doenças cardiovasculares, como AVC e problemas cardíacos. Portanto, a mensagem dos especialistas é clara: a insônia não deve ser encarada como uma condição normal. Se a dificuldade em dormir se torna frequente e compromete a qualidade de vida, buscar ajuda médica é imprescindível.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — Hifen (pixabay)