sexta-feira, 06/11/2026

Anvisa autoriza novo tratamento para câncer de pulmão avançado, tornando o Brasil o segundo país a disponibilizar a terapia

A Anvisa deu um passo significativo na luta contra o câncer de pulmão ao aprovar, nesta segunda-feira (19), o telisotuzumab vedotina, conhecido comercialmente como Emrelis. Este medicamento é indicado para adultos com câncer de…

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A Anvisa deu um passo significativo na luta contra o câncer de pulmão ao aprovar, nesta segunda-feira (19), o telisotuzumab vedotina, conhecido comercialmente como Emrelis. Este medicamento é indicado para adultos com câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC) avançado, particularmente aqueles que já passaram por tratamento e apresentam alta superexpressão da proteína c-Met. O Brasil se junta aos Estados Unidos como um dos poucos países a aprovar essa terapia inovadora, que promete trazer novas esperanças para pacientes que enfrentam essa doença devastadora.

Desenvolvido pela AbbVie, o telisotuzumab vedotina é um anticorpo-droga conjugado que atua especificamente na proteína c-Met, uma característica que se evidencia em aproximadamente 25% dos pacientes com CPNPC não escamoso avançado. Essa superexpressão está ligada a um prognóstico menos favorável, o que torna a nova terapia ainda mais relevante. No entanto, a eficácia do medicamento, embora promissora, revelou que 34,6% dos pacientes participantes do estudo clínico de fase 2 LUMINOSITY apresentaram redução mensurável do tumor, sem que isso signifique cura.

As estatísticas sobre o câncer de pulmão são alarmantes. Com quase 2,65 milhões de novos casos esperados em todo o mundo em 2024 e mais de 1,8 milhão de mortes, a doença é a principal causa de morte relacionada ao câncer. No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) relata que a enfermidade causou mais de 31 mil óbitos em 2023 e projetou mais de 35 mil novos casos anualmente entre 2026 e 2028. Este cenário ressalta a urgência de inovações terapêuticas como o telisotuzumab vedotina.

A chegada do medicamento ao mercado brasileiro está prevista para o primeiro semestre de 2027, após a conclusão do processo de avaliação de preço pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). É importante destacar que a aprovação da Anvisa não garante a incorporação automática do medicamento ao SUS, sendo necessária uma avaliação adicional pela Conitec. Assim, a luta por acesso a essa nova terapia ainda exige passos adicionais, refletindo as complexidades do sistema de saúde brasileiro.