A arritmia cardíaca, uma condição que pode variar de assintomática a potencialmente fatal, voltou a chamar a atenção com a internação do deputado federal André Janones (Rede-MG), que foi hospitalizado com um quadro grave de arritmia e dificuldade respiratória no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo. A situação ressalta a importância de se estar atento aos sinais que o coração envia, já que a arritmia pode se manifestar de forma sutil ou levar a complicações severas em um curto espaço de tempo.
O termo arritmia refere-se a qualquer alteração no ritmo dos batimentos cardíacos, que podem ocorrer de maneira irregular, acelerada ou lenta. Embora alguns casos possam ser inofensivos, a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac) alerta que aproximadamente uma em cada quatro pessoas poderá enfrentar essa condição ao longo da vida, sendo que cerca de 300 mil brasileiros falecem anualmente devido a complicações relacionadas.
Os sintomas de arritmia variam, e muitos pacientes podem nem perceber que estão enfrentando o problema. No entanto, quando os sinais aparecem, eles podem incluir palpitações, tontura, desmaio e falta de ar. A Sobrac recomenda que as pessoas aprendam a medir o pulso como uma forma de monitorar possíveis irregularidades.
A arritmia pode ter múltiplas origens, que vão desde condições cardíacas pré-existentes até fatores externos, como hipertensão, desidratação, e até mesmo o consumo excessivo de cafeína e álcool. Além disso, existem casos de arritmias que têm uma base hereditária. Um dos tipos mais preocupantes, a fibrilação atrial, afeta uma parcela significativa da população adulta brasileira e está associada a um aumento do risco de acidente vascular cerebral (AVC).
Infelizmente, muitos pacientes que necessitam de anticoagulantes não os recebem a tempo, o que agrava o problema da fibrilação atrial. Um estudo recente destacou que apenas uma fração dos pacientes com indicação para o uso de anticoagulantes estava fazendo uso do medicamento no momento da internação, evidenciando uma falha crítica no atendimento. Este cenário é ainda mais alarmante entre as mulheres, que podem enfrentar complicações mais severas quando afetadas por AVCs.
O diagnóstico de arritmias é frequentemente realizado por meio de eletrocardiogramas e outros exames como o Holter, que registra a atividade elétrica do coração ao longo do dia. O tratamento varia conforme a gravidade e a causa da arritmia, podendo incluir desde mudanças de estilo de vida e medicações até procedimentos mais invasivos, como a ablação por cateter.
A Sobrac continua a promover a campanha “Coração na Batida Certa”, que culmina no Dia Nacional de Prevenção das Arritmias Cardíacas e Morte Súbita, em 12 de novembro. Iniciativas como essa são fundamentais para aumentar a conscientização sobre a importância da detecção precoce e do tratamento das arritmias, visando salvar vidas e garantir um coração saudável para todos.
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